5 de março de 2018

Aos heróis!











Hoje quero felicitar todos os heróis da vida. Quando digo heróis, refiro-me àqueles que no dia-a-dia lutam por um mundo melhor. Refiro-me àqueles que com princípios, não abdicam de os defender. Refiro-me àqueles que de tão normais que são, tornam-se tão invisíveis que lutam sempre longe dos holofotes, sempre longe da ribalta, sem esmorecer. E acreditam sempre. Esses heróis, de tão normais que são, são quase esquecidos e não são lembrados. Esses heróis que trabalham todos os dias, que estudam todos os dias, que lutam todos os dias, que podem e são qualquer um. Independentemente das raças, dos credos, das cores, dos clubes, dos partidos políticos, todos somos iguais. Hoje, porque o sinto, quero felicitar esses grandes heróis que lutam e sobrevivem a tudo. Apesar das adversidades, das lutas e das guerras. Esses heróis que perdem um ente querido e se mantêm firmes, que experienciam um atentado, um grave acidente, uma guerra e continuam a acreditar numa humanidade melhor. Esses heróis, que um dia serão de forma tão normal, tão automática e tão simples, farão a diferença (para melhor) na humanidade. Eu, que sou apenas como um grãozinho de mostarda, me reverencio a esses heróis da humanidade contra a violência, terrorismos, à falta da humanidade e há falta de amor!
Não desistam nunca!! E obrigado!




13 de novembro de 2017

Tudo se sente

















As cordas ouvem-se tocadas
Marteladas no piano
O ritmo do pé apaixonado,
O abanar do corpo
Tudo se sente, tudo se sente.

O som surge, como se sente
Fecham-se os olhos
E tudo faz sentido.
Tudo se sente, tudo se sente.

A letra é a melodia da pauta tocada,
Sentida e escrita sobre cinco linhas
Umas notas agudas,
Outras mais graves.
Tudo se sente, tudo se sente.

O ritmo pautado e certo
Alterado por súbitas subidas
Que trazem o desassossego
E a paixão do viver.
Tudo se sente, tudo se sente.


13/11/2017


11 de novembro de 2016

FODA-SE!
















Às vezes apenas me apetece dizer FODA-SE!
Às vezes quero tanto e não tenho nada.
Às vezes quero tão pouco e tenho tanto.
Às vezes quero estar quieto no meu canto e toda a gente me chateia.
Às vezes quero estar no meio e rodeado com tanta gente e mais pareço sozinho.
Às vezes estou tão cansado, que apenas quero relaxar e descansar.
Às vezes estou com tanta energia que nem é bom passar à minha frente.
Às vezes apetece dizer basta.
Às vezes apetece dizer quero mais.
Mas hoje não quero dizer nada mas tenho tanto para dizer.
Mas hoje como quero dizer tanto, digo FODA-SE!

9 de novembro de 2016





















Palavras, algo que por vezes ele acha que conhece e tantas pessoas desvalorizam. Ele, na verdade, assim pensa porque dá-se bem com elas, com as palavras. Umas das coisas que mais gosta é de palavras. Brinca com elas, torce, distorce e delas faz trocadilhos às vezes simples, outras vezes rebuscados. Quando as escreve, às palavras, não pensa nelas, elas quase como que sussurradas lhe aparecem. Ele limita-se a coloca-las no papel. Para ele, o escritor, o poeta é um mero canal, um instrumento. Outros dizem que o poeta é um fingidor. Pois, inventa histórias, inventa sentimentos que porventura, ficaram bem no papel e a quem as lê. Ele não pensa assim, diz ele. Para ele, o escrever é como que algo que sempre fez parte dele. O papel por início e por prazer. Tem cadernos, folhas soltas que sempre pensou em organizar. Talvez um dia. As teclas pela simplicidade, pela rapidez e pelo som do teclar no silêncio da noite. Houve tempos, se ele aqui estivesse, que diria que na noite tudo vale, tudo pode acontecer, tudo é permitido. Há sonhos que se tornam realidade. Mas também há, tantas outras vezes, que os sonhos tornam-se autênticos pesadelos. Às vezes encontro-o, apesar dele ser rápido e escorregadio. Troco umas meras e curtas palavras, quase de circunstância. Não que eu não queira mais, mas pela sua apressada cadência e excesso de falta de tempo aparente, rapidamente dá a volta ao assunto e se despede. Como conhece as palavras, para ele é fácil. Ali vai ele. Para onde vai ele assim tão apressado? É algo que gostaria de saber. Para onde vais tu oh poeta?






8 de novembro de 2016















O ser humano passa a vida a queixar-se, quando na prática, devia passar, todo esse tempo, a agradecer. Infelizmente, na maior parte das culturas, o ser humano é induzido em erro. Basicamente é um cego tenta conduzir outro cego. É ensinado a dar valor aquilo, que de facto, nenhum valor tem. Nada interessa. E quando exposto e colocado em situações complexas que exigem uma instantânea boa reação, não está preparado para decidir. Quando decide, apenas por sorte, consegue acertar. Tudo o quanto cada um necessita para a sua evolução, está literalmente disponível e muitas e tantas vezes, está ao nosso lado. Sintonia, sintonia e sintonia é o que é preciso. Há aqueles, que nem isto sabem. Não que eles tenham culpa, porque não foram ensinados. O objetivo toda a gente sabe o que é mas desconhece o seu sentido e não o vê como seu objetivo. O bem, apenas o bem, fazer o bem é somar pontos na existência de cada um. Aquele que assim não pensa, já caminhará sobre brasas. A vida não acaba nunca. Como diz o poeta, morrer é apenas não ser visto.